NA REALIDADE, TRATA-SE DE CIÊNCIA DE PONTA

Buzz Aldrin entrou na História como piloto do módulo lunar da missão Apolo 11. Aldrin e o comandante da missão, Neil Armstrong, foram os primeiros humanos a alunar e, pouco depois, Buzz tornou-se na segunda pessoa a pousar o pé na Lua.

Buzz Aldrin, doutorado em Astronáutica pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, foi piloto na Gemini 12, a última missão Gemini. Durante esta missão, experimentou técnicas de treino- incluindo o ensino em gravidade zero debaixo de água- que se continuam a utilizar ainda hoje. Aldrin estabeleceu um recorde de atividade extraveicular e demonstrou que os astronautas podem trabalhar fora da nave espacial. Entre as suas inúmeras distinções consta a Medalha Presidencial da Liberdade, a máxima condecoração civil americana.

Enquanto OMEGA e o resto do mundo celebravam o quadragésimo aniversário da alunagem da Apolo 11, Buzz Aldrin aplicou algum tempo para refletir sobre o seu papel naquela aventura, a importância da primeira alunagem, e o futuro da exploração espacial. 

Dr. Aldrin, quarenta anos passados, o sucesso da Apolo 11 perdeu importância?

Não. O interesse gerado pelos eventos de comemoração –o quadragésimo aniversário da Apolo 11, o quinquagésimo da NASA, e outras – deixaram claro que se continua a apreciar a importância do que fizemos.

“Não pode ser real. Mas claro que é real”.

Eu sempre tentei aproveitar estas ocasiões para salientar a importância de ajudar o público a compreender quais os benefícios da exploração espacial no passado e o que podemos esperar das explorações futuras. Não é uma mensagem fácil de transmitir a muita gente, mas o esforço compensa.

Ainda continua ativamente envolvido no mundo da aventura espacial. . .

Sim, continuo com a minha organização sem fins lucrativos em prol das aventuras espaciais. No entanto, neste momento, a minha maior preocupação relativamente ao futuro consiste em saber quais serão as potenciais mudanças na NASA. E gostaria de participar, pois é uma grande oportunidade de reafirmar que estamos a avançar na direção certa; existem também algumas situações que ocorreram que sugerem que deveríamos fazer algumas mudanças.

Fica surpreendido que as pessoas ainda mostrem entusiasmo pelo que alcançaram em 1969?

Com o passar do tempo habituei-me. Durante um longo período de tempo tive medo que fosse passar o resto da minha vida a falar do passado! Ainda existem algumas partes que são difíceis de comunicar com verdadeira franqueza. Refiro-me às emoções. Não é que não tivéssemos sentimentos e emoções; tínhamos de os suprimir em benefício de uma tarefa que exigia que estivéssemos sempre concentrados no que viria a seguir.

Seria possível partilhar como se sentiu no dia do lançamento?

Uma lembrança que já partilhei anteriormente é que após termos vestido os fatos e termos sido conduzidos ao elevador que nos subiria à cápsula, eu fiquei fora do foguetão enquanto Michael e Neil entraram. Fiquei ali de pé por cinco ou dez minutos – pareceu-me algum tempo – sozinho, a ver o sol a surgir e as ondas a chegar e a geada a sair do foguetão.

Recordo-me de pensar conscientemente: “Quero recordar este momento”. Frequentemente as nossas memórias são estimuladas ou ativadas por fotografias do que se estava a passar. Esta é uma exceção.

E a alunagem?

O único momento de que não existe nenhuma foto são os escassos segundos após Neil e eu alunarmos e apagarmos o motor e olharmos um para o outro. Lembro-me de bater no ombro de Neil; ele lembra-se de termos dado um aperto de mão. Não sei qual dos dois tem razão! Mas foi um grande momento de prazer, de satisfação, de gratidão partilhados.

O que lhe passou pela cabeça quando pousou os pés na Lua?

É algo tão importante, tão impressionante que desenvolve humildade nos seres humanos que a estão a realizar. Perguntas a ti próprio: “Que faço eu aqui? Mereço isto? Estou a fazer o que é correto? Isto não pode ser real!” Mas claro que é real. Vês algo que jamais poderia ser recriado aqui, na Terra, e as leis físicas da gravidade são diferentes e não há ar. E estás a duzentos e cinquenta mil quilómetros de casa! E a tua casa é “lá em cima”.


Dr. Buzz Aldrin foi a primeira pessoa a usar um OMEGA Speedmaster na Lua. Armstrong tinha deixado o seu a bordo do módulo lunar, como segurança fiável do sistema eletrónico de cronometragem da nave. Para mais informação sobre Buzz e a sua organização sem fios lucrativos ShareSpace, consulte a página www.buzzaldrin.com.

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